Distúrbios de linguagem em crianças pequenas

1. O que esperar do desenvolvimento da Fala de seu filho(a)?


“Educadores infantis, provedores de atenção à saúde e outros profissionais podem identificar o risco de distúrbios de linguagem em crianças pequenas com base em informações relatadas pelos pais. No caso de crianças com desenvolvimento lento da linguagem expressiva, se os pais estão preocupados com possíveis problemas de fala e linguagem da criança ou quando há outros fatores de risco, recomenda-se o encaminhamento imediato para um fonoaudiólogo. Por outro lado, se os pais não estão preocupados com o desenvolvimento de fala e linguagem da criança e não há fatores adicionais de risco, recomenda-se o monitoramento (“espera atenta”) de crianças que não estão combinando palavras ou que têm vocabulário expressivo reduzido (menos de 40 palavras) aos 24 meses de idade”.


Philip S. Dale, PhD, Janet L. Patterson, PhD

Departamento de Ciências da Fala e da Audição, Universidade do Novo México, EUA

Novembro 2009 (Inglês). Tradução: julho 2011



Essa é uma questão delicada, uma vez que cada criança apresenta um ritmo próprio de desenvolvimento, e estratégias diferentes para construir a linguagem oral. Muitos são os fatores que podem interferir no ritmo e formato dessa construção, e não por isso teremos um quadro de patologia instalado.

Podemos, no entanto mapear genericamente algumas “conquistas” que fazem parte da trajetória dos pequenos em cada faixa-etária, quando o assunto é FALAR!

Até os seis meses de idade, o bebê experimenta os sons guturais, aqueles produzidos na garganta devido ao aumento da salivação. Eles aparecem por volta do terceiro mês (antes disso seu instrumento de comunicação é somente o choro).

Entre seis e oito meses costuma apresentar o que chamamos de balbucio repetitivo (um som que ele já consegue emitir, e então começa a “brincar” de falar).

Por volta de um ano já é capaz de atender quando o chamamos pelo nome. Nessa fase, seu vocabulário é formado por cerca de 2 ou 3 palavras além daquelas que identificam seus cuidadores ( mamã, papá, o nome da babá ou de quem cuida dela). Começa e identificar o “não”; e normalmente reconhece quando falamos o nome de alguns objetos que fazem parte de seu cotidiano.

Com um ano e seis meses aproximadamente, seu o vocabulário já é consideravelmente maior (a média é de 50 palavras). E com grande velocidade, a construção da linguagem oral nos surpreende nessa fase! Até os dois anos sua comunicação já é extensa, com muitas palavrinhas!!

Inicia-se então entre os dois e três anos, a fase de experimentar pequenas sentenças (de 3 ou 4 palavrinhas); já consegue conversar com adultos e crianças, porém é melhor compreendido por aqueles que fazem parte de seu convívio.

Dos três aos cinco anos, temos uma fase de expansão de vocabulário, mas especialmente uma fase de apropriação das regras funcionais da língua oral. Aos poucos se torna mais fácil ser compreendido por estranhos, e os relatos vão tomando forma (ainda que sem muita riqueza de detalhes).

Finalmente, entre cinco e seis anos as habilidades de linguagem estão prontamente desenvolvidas, para uma comunicação funcional. Os fonemas estão todos adquiridos, e o discurso oral é bastante conexo e organizado.

Mas atenção! Essa é apenas uma idéia de como tudo deve acontecer...

O ideal é sempre procurar um profissional fonoaudiólogo, quando surgir alguma dúvida ou incerteza com relação à linguagem de seu filho.




#fonoaudiologia

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